terça-feira, 9 de novembro de 2010

Dança: Pau de fitas

Esta dança parece estar ligada à antiga comemoração da floração das árvores. É dançada em pares soltos, independentes ou coletivos e em número de pares múltiplos de quatro ( 8, 12 ou 16 pares). Um mestre-sala leva o pau-de-fitas até o centro da roda, onde permanece durante toda a dança. Na coreografia os pares seguram as fitas, que são trançadas e destrançadas, de forma caprichosa conforme o embalo musical. Antigamente os grupos iam de casa em casa dançando o pau-de-fitas. Nos dias atuais pode ser apreciada em manifestações típicas, em especial nas festas juninas da comunidade.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Brincadeira: Pão Por Deus

Brincadeira herdada dos descendentes açorianos, cuja finalidade era pedir a alguém uma prova de amor e de amizade. As pessoas faziam um coração de papel recortado, que continha um versinho e o enviavam, com um presente ou um bolo confeitado em forma de coração, sendo gentilmente correspondidas.

domingo, 7 de novembro de 2010

Lenda do Guaraná

Um casal de índios pertencente a tribo Maués, vivia junto por muitos anos sem ter filhos. Um dia eles pediram a Tupã para dar a eles uma criança para completar suas vidas. Tupã, sabendo que o casal era cheio de bondade, lhes atendeu o desejo dando a eles um lindo menino. O tempo passou e o menino cresceu bonito, generoso e querido por todos na aldeia. No entanto, Jurupari, o deus da escuridão e do mal, sentia muita inveja do menino e decidiu matá-lo. Certo dia, o menino foi coletar frutos na floresta e Jurupari se aproveitou da ocasião para lançar sua vingança. Ele se transformou em uma serpente venenosa que atacou e matou o menino. A triste notícia se espalhou rapidamente. Neste momento, trovões ecoaram e fortes relâmpagos caíram pela aldeia. A mãe, que chorava em desespero, entendeu que os trovões eram uma mensagem de Tupã, dizendo que deveriam plantar os olhos da criança e que deles uma nova planta cresceria dando saborosos frutos. Assim foi feito e os índios plantaram os olhinhos da criança. Neste lugar cresceu o guaraná, cujas sementes são negras rodeadas por uma película branca, muito semelhante a um olho humano.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Ciranda no Amazonas

A Ciranda é uma manifestação folclórica que se expressa por meio de um conjunto de cantigas de roda, originárias da Espanha e Portugal. Chegou ao Brasil no século passado e inicialmente propagou-se pelos Estados do Norte e Nordeste, adquirindo sem perder o elo com suas raízes - diferentes características- conforme os lugares por onde passou.

O ritmo é relativamente lento, ao contrário das demais danças folclóricas da região amazônica. Devido a esse fator, pessoas idosas e crianças também podem participar. No entanto, em alguns grupos, percebe-se uma mistura de passos de outras danças como o xote e até mesmo a valsa.

Outra diferença com a maior parte das danças da região é que os movimentos são desenvolvidos formando-se uma grande roda. Já a musicalidade guarda características bem comuns na região: utiliza-se instrumentos de pau, de corda e de sopro - Curimbós, maracás, ganzáz, banjos, cacetes e flautas. O "carão", imagem de pássaro que vai à frente do grupo, chama a atenção do público e remete ao personagem da letra da cantoria.
Ciranda do Norte
A Ciranda do Norte é dançada no mês de junho, quando os grupos percorrem as ruas em que essa manifestação costuma acontecer. O ponto alto da Ciranda do Norte é no último dia da quadra junina, quando se promove "a morte do pássaro", com direito a clima de funeral e tudo o mais. Entre os temas cantados durante as cirandas estão o trabalho de homens e mulheres do campo, em atividades como a caça, a pesca, entre outras.

As roupas usadas pelos dançantes são características de moda de época: as mulheres vão de blusa com babados e mangas soltas, saias rodadas, estampadas. As saias terminam abaixo dos joelhos, com anáguas de renda.

Já os homens usam camisas "sociais" com estampas combinando com a saia da respectiva dama e calça preta, branca ou azul. Ambos dançam de Chapéu de palha de abas curtas e sapatilhas artesanais ou descalços. Quem representa o caçador veste camisa lisa social, calça preta. Usa ainda chapéu de palha, bota e espingarda. Já o carão? vai com a roupa do pássaro, com plumagens coloridas e outros enfeites.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Pai do mato

Esta Lenda é muito comum na Região Centro Oeste do Brasil, principalmente em Goiás ,segundo a Lenda o Pai do Mato habita as matas defendendo os bichos contra as pessoas , segundo contam poucas pessoas já o viram, pois ele raramente aparece , e ele têm as seguintes características:
1.Têm a altura de um homem ,o corpo coberto de pêlos e as mão semelhantes a dos macacos, no rosto ele possui uma barbicha bem vistosa na cor negra , e têm o nariz na cor azul.
2.Costuma andar com grupos de caititus (porco -do-mato), onde utiliza o maior animal como montaria.
3. Segundo contam o seu umbigo é seu ponto fraco.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Quimbungo

O nome quimbungo significa lobo em língua angolense.O Quimbungo pode aparecer com duas formas distintas , ou como um velho lobo, ou como um velho negro com barbas e cabelos grisalhos ,maltrapilho e faminto com a cabeça muito grande e um grande buraco no meio das costas que se abre quando ele abaixa e se fecha quando ele se levanta, segundo contam muitas pessoas esse ser costuma comer crianças ,ele pega a criança se abaixa para frente, e então coloca os meninos dentro da sua boca que fica nas costas

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dança: Siriri (Mato Grosso)

O siriri é uma dança das mais populares do folclore mato-grossense, praticada especialmente nas cidades e na zona rural da baixada cuiabana, fazendo parte das festas de batizados, casamentos e festejos religiosos. É uma dança que lembra os divertimentos indígenas. Segundo a pesquisadora Julieta de Andrade - "siriri é uma suite de danças de expressão hispano-lusitana, fortemente cultuada no ritmo e no andamento, com expressão africana". e compara o siriri com o fandango do litoral brasileiro.
É o siriri dançado por homens, mulheres e até crianças, numa coreografia bastante variada e sem uma interpretação definida, sendo praticada em sala de casa ou mesmo em terreiros. A música é simples e bastante alegre, falando de coisas da vida. Os tocadores são também os cantadores, em solo ou em côro com os participantes da dança. Os instrumentos musicais usados no acompanhamento da dança são basicamente a viola de côcho, o ganzá e o mocho ou tamboril.