terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Lendas do Pantanal: Origem

As lendas do Pantanal baseiam-se na paisagem e na realidade do dia-a-dia pantanense. Por isso, em sua grande maioria, são lendas que tem como sujeitos animais, plantas e figuras folclóricas, como por exemplo, o vendedor de pacus, figura folclórica do Pantanal que permaneceu imutável nos últimos duzentos anos e que é ainda o elemento principal na difusão de lendas e crenças pantaneiras.

São inúmeras lendas como a do urubu-rei, o maior dos rapinantes que, para os índios, é sinal da presença da onça-pintada, e recebe dela o privilégio de ser o primeiro convidado ao banquete. Já a coruja-caburé, conhecida como exímia caçadora de camundongos, é pressagiador de acontecimentos com seu canto que se repete sempre em número de três.

O gavião cara-cará é acusado de dar origem aos primeiros índios guaicurus, através de seus ovos.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Baía de siá (chá) Mariana

Duas histórias podem explicar este nome: uma diz que Mariana, uma bela morena, depois de ser abandonada por um usineiro da região, jogou-se nas águas escuras da baía. A outra conta que Mariana era uma escrava do barão de Melgaço, pela qual ele se apaixonara. Como sua esposa passou a perseguir a escrava assim que descobriu, o barão levou a menina para um morro que circunda a baía para mantê-la a salvo dos perigos.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Lenda do Barco fantasma (Pantanal)

Um barco que afundou na Baía de Chacororé no fim do século XIX está até hoje assombrando suas águas. Dizem que ele surge das águas, em meio às ondas e ao som do hino do Divino, misturando vozes de conversas e risos.


sábado, 4 de dezembro de 2010

Lendas: Baía de Chacororé (Pantanal)

Localizada ao norte do Pantanal, é uma baía considerada encantada por muitos pantaneiros. Quando um pescador ou um banhista faz barulho, suas águas ficam agitadas, levantando grandes ondas. Gritos podem até fazer surgir seres encantados.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Lenda Fuça - Fuça (Pantanal)

Outro bicho aquático, fuça nas partes mais rasas do rio e sua face assemelha-se à de um porco. As areias agitadas sob a água são sinais de que está próximo.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Negrinho d'água

Também conhecido como Caboclo d'água em outras regiões, é uma espécie de Saci-Pererê do rio, que vive fazendo travessuras com os pescadores. Andam em bandos e, no fundo dos rios, há a cidade dos negrinhos d'água. Às vezes, quando capturam um pescador, levam-no para o fundo do rio para dar-lhe surras!

Imagem: Um dos rios do Pantanal

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A Panelinha

Na bela cidade de Cruz Alta, nos começos deste século, havia uma grande fonte em forma de poço, de onde partia uma sanga, hoje tudo urbanizado no cruzamento das ruas Andrade Neves e General Portinho, quase no centro da cidade.

Essa fonte, pela sua forma de poço, recebeu o nome de Fonte da Panelinha e ali muita gente boa, praticamente toda a zona nobre da cidade, abastecia-se de água. E era crença geral a de que beber água da Panelinha era amarrar-se definitivamente a Cruz Alta. Quem bebesse dessa água, mesmo que partisse, logo dava um jeito de voltar.