quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Folclore da Região Nordeste - Artesanato do Ceará


Mescla de índios, negros e brancos o cearense é um dos povos mais alegres do Brasil. E criativo, também: eles dominam várias técnicas e conseguem transformar argila, madeira, couro, fios finísimos como a linha ou rústicos como o cipó empeças de arte. Na cadência dos bilros as mulheres vão tecendo filigramas: assim nascem as rendas, também conhecidas como "da terra".

Folclore da Região Nordeste - Artesanato do Piauí


Alternativa de ocupação e renda na sociedade piauiense, o artesanato tem importância secular. Em Pedro II encontramos o mais expressivo centro de produção de tecelegem manual do Estado. Ali confeccionam-se de forma constante, redes, mantas, tapetes, mochilas e bolsas. Na Ilha Grande de Santa Isabel, onde é abundante a palha de carnaúba, cestaria e trançados despontam numa grande variedade de objetos utilitários e tapetes.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Folclore da Região Nordeste - Artesanato do Maranhão


De acordo com a crença popular afro-brasileira, o Cazumbá veio de outro mundo e vaga pela noite espalhando medo e fazendo travessuras. No Bumba-meu-boi do Maranhão, o Cazumbá ganha outros papéis, entre eles, louvar os santos de junho, especialmente São João.

São Luís foi fundada pelos franceses em 1612 e colonizada por portugueses. Passeando pelas ruas, andando pelas praças, admirando casarões e igrejas é fácil descobrir traços da herança portuguesa... com um certo charme francês. Só mesmo conhecendo esse cenário, seu artesanato riquíssimo, os famosos casarios, as pessoas, enfim a História do Maranhão fica fácil entender por que tanta beleza passou a pertencer à humanidade.

Folclore da Região Nordeste - Artesanato


São Luís do Maranhão: fundada por franceses, colonizada por portugues e invadida por holandeses, conta sua história através de seu rico artesanato. Imagens religiosas e tecelagens que reproduzem símbolos encontrados em sítios arqueológicos expressam a riqueza artesanal de Piauí e Pernambuco. Mescla de índios, negros e brancos o cearense é um dos povos mais alegres do Brasil. Em sua arte, o cearense aplica os ensinamentos das raças que o formaram. No Rio Grande do Norte o bordado representa a principal atividade econômica da mão-de-obra feminina. Na Paraíba, a população mais pobre encontra esperança e alternativa de sobrevivência no artesanato. O bordado Boa-Noite da Ilha do Ferro em Alagoas e o Rendedê dos Sergipanos. E no Berço do Brasil e da liberdade de expressão artística, a Bahia cultua variadas formas de artesanato.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Folclore da Região Norte - Bebidas (Afurá)


Bebida fermentada, provavelmente usada pelo africano, nos cerimoniais ritualísticos, e que continuou a prepará-la no cativeiro, irradiando-a da Bahia, é feita com bolos de arroz, moído em pedra; no Pará é empregada farinha de arroz e o próprio cereal, que são cozidos com um pouco de açúcar, ficando de infusão em potes de barro.

domingo, 27 de setembro de 2009

Folclore da Região Norte - Bebidas (Açaí)


No Pará chama-se açaizeiro à Palmeira, cujo fruto é o açaí, que produz o vinho ou refresco, de igual nome, bebida integrante da alimentação cotidiana nesse Estado. Apanhados os cachos da palmeira açaí, que faz parte da paisagem florestal da Amazônia, do gênero Euterpe , são esbagoados e postos em água morna para amolecer a polpa dos caroços, que são amassados com a mão ou a máquina acionadas a eletricidade. Da massa sanguíneo-arrocheada, passada em peneira, se amassada a mão, dissolvida em várias águas, forma-se o vinho – a bebida açaí, engrossada à vontade de quem vai tomá-la. O seu complemento é farinha-d’água ou de tapioca (granulada), com açúcar ou não, preferindo-os as populações do interior, sem açúcar e bastante farinha. Pode ser tomado como refresco, gelado ou em sorvete, que dizem, “desnatura” o gosto do fruto. Transferido para o folclore alimentar paraense, adquiriu foros de simpatia fixadora, de conformidade com o ditado popular:

Folclore da Região Norte - Culinária


A cozinha amazônica tem seu habitat e é dentro dele que ela se realiza, se afirma, tornando-se precária quando daí se desloca, já que vive em função de especialidades regionais. Ela tem um ritual próprio na caça, na pesca, nos molhos (alguns dos quais, como o tucupi, guardam ainda um sabor selvagem), que não suportam viagens a longas distâncias, exigindo o consumo imediato. Tudo o que constitui o arsenal de guisados e especialidades no extremo norte vem de nossos antepassados da selva, é caracteristicamente ameríndio e constitui uma típica herança alimentícia.